De tempos em tempos vemos pessoas famosas sendo tratadas de câncer. Hoje temos o Reynaldo Gianecchini, mas já tivemos a Hebe, a Ana Maria Braga, Márcia Cabrita, Dilma Roussef e muitos, muitos outros que são forçados a enfrentar a doença como um ser humano comum. O impacto destes eventos, no entanto, costuma ser muito mais relevante, considerando que são notícias que a mídia adora anunciar, algumas vezes de maneira responsável, outras vezes não.

O lado benéfico disto tudo é que a doença e seus desafios são divulgados. Temos poucas campanhas de informação, e muitas vezes elas são superficiais e inócuas. Por outro lado, quando temos alguem famoso como um “porta-voz” da doença, damos um rosto ao problema, sofremos com ele, torcemos por ele. Muitas vezes essas celebridades se curam mas nunca mais são as mesmas. O maior exemplo que me lembro agora é o Lance Armstrong, que poucos brasileiros conhecem, mas é um campeão de ciclismo que teve uma neoplasia de testículo avançada e se curou, e hoje é um dos líderes da ONG livestrong (http://www.livestrong.org) cujas ações tem repercussões a nível global. Existem portanto males que realmente vem para bem…

No lado negativo, celebridades doentes são um prato cheio para qualquer mídia encher a população de informações falsas ou meias-verdades. Acho que umas dez pessoas já me procuraram perguntando se o “caroço na perna” que ela tem há 10 anos é um linfoma. Outras me comunicaram apavoradas que viram descritos em algum exame a “presença de linfonodos”, como se isso fosse uma doença. As pessoas começam a se auto-diagnosticar com o que estão sendo informadas, implicando em um stress enorme e desnecessário. O excesso de informações com os mais variados graus de qualidade tem que ser cuidadosamente analisado e filtrado.

Esse é um dos motivos que me levaram a fazer esse blog: trazer informações úteis e por vezes técnica, mas sempre em uma linguagem que todos possam entender!

Comentários
  1. Engraçado ler este texto por aqui agora. Acabei de produzir um artigo, pro mestrado, sobre o jornalista na divulgação científica. É incrível perceber a “mescla” que se tem entre discurso científico e discurso do senso comum, muitas vezes causando interpretações errôneas.

  2. Oi Bruno, tudo bom?! Descobri seu blog no blog da Su, do comentário acima!😉 Adorei essa ideia de você mostrar pro lado de cá como funcionam as coisas do seu lado, aí. Assim como a Su sou jornalista e tenho um blog/coluna que tá virando site que discute assuntos femininos e, para outubro, vamos fazer alguma coisa sobre o câncer de mama, por causa do outubro rosa… Será que podemos conversar?! Qualquer coisa, me manda um e-mail, recado, sei lá. Abraçoo

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