(OBS- perdões, mil perdões. Consultorio, congresso e um laptop quebrado me atrasaram demais para retomar os posts. Prometo que tentarei ser mais consistente no blog!)

Essa dúvida é muito comum. Logo após comunicarmos o diagnóstico de câncer para a pessoa, vem a enxurrada de questionamentos e medo, independente do tipo da doença.

A primeira pergunta que ouço geralmente é: “que tipo de câncer?”

Ao indagar o paciente o que ele exatamente quer saber com isso, tenho a resposta “é o câncer maligno ou benigno? É o carcinoma? É do tipo agressivo?”

Então comecemos pelo básico:

Todo câncer é maligno. Sem rodeios. O que significa ser “maligno”? De maneira bem simplificada é a capacidade de gerar metástases ou infiltrar pelos tecidos do corpo. Existem tumores chamados “benignos” que podem crescer até níveis perigosos, mas sua “benignidade” é definida por não serem capazes de se espalhar para outros órgãos. Vale lembrar que existem tumores malignos (que a parrtir de agora chamaremos de câncer) que apesar de serem reconhecidos como tal, muito raramente causam metástases, como por exemplo, as neoplasias de pele que não são melanomas.

O nome do câncer costuma ser bem complicado e ajuda muito pouco no entendimento do leigo, e até por causa disto não ficamos falando esses tipos de termos. Para o leigo, geralmente basta saber a origem da doença (se veio da mama, do cólon, pulmão, etc.) e não o nome e sobrenome da neoplasia. Muita gente se assusta entendendo que uma das nomenclaturas, o carcinoma, significa que a doença é mais grave, mas isso não é verdade.

Nomes para o câncer servem para nos ajudar a entender de onde que ele veio em um sentido celular. O tumor veio de células de revestimento? Carcinoma. Veio de glândula? Adenocarcinoma. Veio de músculo ou osso? Sarcoma. E por aí vai, em uma infinidade de alcunhas, uma mais complicada que a outra. Cada doença tem seu comportamento baseado em inúmeros fatores, mas seu local de origem e de que tipo de célula ele veio são muito importantes para definir como será a historia desta doença.

Por fim a agressividade. Existem maneiras de mensurar o quão agressivo é um tumor. Na oncologia, agressividade reflete o quão rápido as células de uma doença estão se multiplicando, e não necessariamente se a chance de cura é menor ou maior. Como exemplo, os linfomas mais agressivos costumam ter mais potencial de cura que os menos agressivos. Tumores que aumentam rápido de tamanho geralmente tem células mais agressivas, e a recíproca é verdadeira.

Espero ter elucidado mais um pouco sobre a doença, e espero voltar a escrever em um intervalo mais curto de tempo até o próximo post! Qualquer dúvida, só me questionar nos comentários!

Comentários
  1. Carlos Henrique Trautwein diz:

    CAro Dr.Bruno, o que o Sr. tem a dizer sobre o tumor denominado Glioblastoma? Quais suas complicações, o tratamento mais indicado e a resposta ao tratamento?

    Gde. Abraço,
    CArlos Henrique Trautwein

    • Oi Carlos!
      está meio cedo pra dizer, ja foi feita a biopsia?
      depende da ressecabilidade da doença e o grau de agressividade dela. Mande um email pra mim depois que a gente conversa.
      abração

  2. Luana F. diz:

    Dr. Bruno , adenomegalia é um tipo de cancer ? Quem tem o virus Epstein-Barr pode ter algum tipo de linfoma ?

    Abraço.

    • Olá Luana. Adenomegalia significa simplesmente “gânglios aumentados”. Os gânglios são “ínguas” que estão distribuidos em todo o corpo. Esse tipo de situação pode ocorrer desde câncer até aftas na boca, então não é possivel de maneira nenhuma entender as adenomegalias como um sinal indiscutível de neoplasia, ok?

  3. Leiliana Nunes de Lima diz:

    Hoje não vou comentar sobre o tema acima, quero apenas agradecer ao Dr. Bruno Pozzi, por todas essas pequenas fontes de informacao em oncologia nesse blog, que pra mim esta sendo muuito ultil, sou graduada em enfermagem e estou realizando minha pós em oncologia, onde estou gostando muito. Parabéns pelo Blog.

  4. carmelo furlanetto diz:

    Dr. Bruno, eu usei peça por mais de 30 anos, derepente me apareceu uma ferida atras do meu dente, num cuidei, meus dentes ficaram quase todos moles, fui a um profissional de cabeça e pescoço e ele me pediu diversos exames por fim fiz uma biópsia, estou com o resultado na mão, será que tenho jeito ou cheguei ao fim do poço, tenho 52 anos fui fumante a vida toda, obrigado, se vou morer nem me responda por favor, se tenho alguma xanche eu agradeço

  5. Celia Regina de Souza diz:

    Oi Dr. Bruno
    Fiz uma biopsia de pele e somente após 05 meses ao retorno minha médica me comunicou que o resultado da biopsia era de cancer( carcinoma basocelular nodular pigmentado)..o que me deixou muito assustada e disse que na época deveria ter sido encaminhada para um cirurgião, mas que agora não re mais possível e que deveria aguarda e retornar daqui dois meses para acompanhamento.A minha pergunta é…devo aguardar, sue procedimento está correto e se meu resultado foi pra ela porque não ter me avisado antes????o que devo realmente fazer agora.
    Obrigada

    • Olá célia

      O propósito deste blog não é realizar contra-prova de outras avaliações médicas, especialmente pelo fato de eu não conseguir ter todos os dados em mãos para ter uma opinião formada sobre o caso. Eu particularmente sempre penso que o paciente pode e deve ouvir uma segunda opinião, especialmente nos casos onde restaram duvidas. Minha sugestão é que procure um dermatologista ou cirurgião oncológico para ouvir o que ele tem a dizer, ok?

      boa sorte!

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